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id da página: 9047 Perenialistas Amor

Perenialistas Amor


René Guénon: Resenhas

  • Resenhando um número da revista Atlantis, Guénon diz a respeito do sentido de agape como comunhão, ou refeição comunal: "é muito fácil referir a origem do Compagnonnage aos essênios que pouco se sabe de preciso. É verdade que a comunhão foi a princípio um rito iniciático; mas do ponto de vista do Cristianismo não se deve confundir a eucaristia com os "agapes" (cujo único traço que subsiste é a distribuição do pão bendito ao qual é também feita alusão por outro lado); e porque parece ignorar que nos ritos cristãos orientais (aí compreendido aqueles associados a Roma), a comunhão sob as duas espécies não é em absoluto reservada aos padres?


Frithjof Schuon: PÉROLAS DO PEREGRINO

Não se pode amar o homem, como deve ser amado, mais que em função da verdade e em Deus.


O ESOTERISMO COMO PRINCÍPIO E COMO VIA

  • O fundamento da caridade não é apenas compreender que os outros são nós mesmos — sendo todo homem "eu" -, mas, também, querer o nosso próprio bem. Se nossa personalidade imortal não fosse digna de amor, a do próximo também não o seria. "Odeia a tua alma" significa: odeia aquilo que, em ti mesmo, prejudica os teus últimos interesses.
  • ...a caridade não poderia implicar que compartilhemos dos erros dos outros, nem que os outros escapem a um castigo que nós mesmos teríamos merecido, se compartilhássemos dos seus erros ou dos seus vícios, e assim por diante.
  • Na alma nobre há sempre um certo instinto de abnegação, pois o próprio Deus é o primeiro a transbordar de caridade e, antes de tudo, de beleza.
  • Não temos muito de que nos desculpar, visto que na religião do "nosso tempo" repete-se incansavelmente que o reino de Deus está fora de nós e que se deve admiti-lo por humildade, até por caridade.
  • ...para eliminar um defeito, deve-se não só ter a intenção de eliminá-lo com vistas a Deus, e não para agradar os homens, como também entrar ativamente no molde da perfeição. E se é evidente que não se deve fazê-lo para agradar os homens, no entanto, é evidente que se deve fazê-lo também para não escandalizá-los e para não lhes dar mau exemplo. Aí está uma caridade que Deus exige de nós, visto que o amor de Deus exige o amor do próximo.
  • Seja como for: se o homem tradicional se anula por trás de uma regra de comportamento, certamente não é por hipocrisia; é por humildade e por caridade. Por humildade, por reconhecer que a regra tradicional tem razão e que é melhor do que ele. Por caridade, por não querer oferecer aos seus próximos o escândalo dos seus defeitos, muito pelo contrário: quer manifestar uma norma salutar, mesmo que pessoalmente não se situe ainda no seu nível.
  • A essência da dignidade não é somente a nossa deiformidade, mas também a humildade acompanhada da caridade. Essas duas virtudes compensam os riscos resultantes da nossa qualidade de imagem de Deus, participando ao mesmo tempo das Virtudes divinas, o que as integra em nosso teomorfismo. Este poderia nos tornar orgulhosos e egoístas, mas, quando apreendemos sua verdadeira natureza, vemos que, pelo contrário, nos obriga às perfeições não só do Senhor como também do servidor. É nesta complementaridade que reside todo o mistério do pontifex humano.
  • A caridade não exclui a cólera santa, assim como a humildade não exclui a altivez santa, ou a dignidade não exclui a alegria santa.


Jean Borella: A CARIDADE PROFANADA